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	<title>Estação dos Combatentes &#187; internet</title>
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		<title>Das internets</title>
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		<pubDate>Fri, 30 May 2008 00:20:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lamelas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sim, são várias. São no mínimo duas, as internets. A primeira é uma das maiores invenções da humanidade, é a tecnologia que transformou o mundo de novo numa Pangeia, unindo todo o planeta através de TCP/IP. A outra é o local negro de onde vêm quase todos os males do mundo (os restantes males vêm [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://lamelas.org/blog/wp-content/uploads/2008/05/internetseriousbusiness.jpg"></a></p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-medium wp-image-81 aligncenter" title="internetseriousbusiness" src="http://lamelas.org/blog/wp-content/uploads/2008/05/internetseriousbusiness.jpg" alt="The Internet is Serious Business" width="275" height="300" /></p>
<p>Sim, são várias. São no mínimo duas, as internets.<br />
A primeira é uma das maiores invenções da humanidade, é a tecnologia que transformou o mundo de novo numa Pangeia, unindo todo o planeta através de TCP/IP.<br />
A outra é o local negro de onde vêm quase todos os males do mundo (os restantes males vêm do facto das crianças jogarem videojogos).</p>
<p>A discussão à volta da internet e dos seus perigos foi relançada após a transmissão do programa Aqui e Agora! na SIC, cujo video pode ser visto <a href="http://pontosapo.com/2008/05/29/bloggers-aqui-e-agora-na-sic/">aqui</a>.</p>
<p>Certamente que seria de esperar uma enorme dissertação cheia de argumentos bem esgrimidos e muita justificação mas a verdade é que nem me dá vontade de justificar o que quer que seja. Temos em português (e devemos ao caro Camões) uma expressão que define na perfeição toda esta gente que só sabe gastar o seu tempo a advogar o quanto a internet é má e serve para tráfico de armas e venda de escravos: Velhos do Restelo.<br />
Para alguém que como eu cresceu no IRC, no MSN e noutros sítios cujos nomes também são siglas, esta discussão parece ridícula. Cresçam! Levem as coisas menos a sério. Se eu processasse toda a gente que me insultou na internet neste momento estava falido, a pagar a advogados. E sou eu, um jovem de 23 anos, com um blog pequeno e pouco polémico. Habituei-me a esses insultos, entram a 100 e saem a 200, dificilmente alguém poderá dizer alguma coisa que me faça sentir insultado. Se calhar era bom que esses iluminados dos perigos das internets começassem a fazer o mesmo. Só tinham a ganhar.<br />
Cresçam, por deus! Habituem-se que a internet vulgarizou-se, os blogs e a sociedade de informação não vão desaparecer tão cedo e portanto cada vez mais, cada vez mais gente vai dizer cada vez mais coisas. Lembrando o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Infinite_monkey_theorem">Infinite Monkey Theorem</a>, eventualmente todos os insultos possíveis de serem feitos irão eventualmente aparecer (juntamente com as obras completas de Shakespeare).</p>
<p>Cresçam! E usem o vosso tempo e o vosso fôlego para coisas a sério.</p>
<p>NOTA: Não quero com isto negar nenhuns dos perigos das internets. Tal como não nego os perigos das facas de cozinha. A verdade é que não são as facas que são perigosas mas sim os usos que se fazem delas. Tanto podemos usar a faca de cozinha para esculpir uma bela representação da nossa cara numa maçã como a podemos usar para matar a nossa família toda (salvo seja!) Sei que é uma verdade de la Palice mas as pessoas parecem esquecer-se desta &#8220;relatividade de utilização&#8221;.</p>
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