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	<title>Estação dos Combatentes &#187; Das Cidades Portuguesas</title>
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		<title>Das Cidades Portuguesas II — Coimbra</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Jan 2009 00:31:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lamelas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Das Cidades Portuguesas]]></category>
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		<description><![CDATA[Diria que és um rio promovido a cidade, numa espécie de simbiose urbanístico-fluvial como se fossem primos que partilham o sangue, o apelido e nada mais. És a cidade do meio, a mediadora entre o grande Pai do Norte e a grande Mãe a Sul. Mas todos sabemos que, e até geograficamente, estás mais perto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Diria que és um rio promovido a cidade, numa espécie de simbiose urbanístico-fluvial como se fossem primos que partilham o sangue, o apelido e nada mais.<br />
És a cidade do meio, a mediadora entre o grande Pai do Norte e a grande Mãe a Sul. Mas todos sabemos que, e até geograficamente, estás mais perto do pai do que da mãe. E o que sempre gostei em ti foi a dignidade com que te soubeste manter no meio, lembrando-te sempre que passariam por ti, mesmo quando não quisessem, no caminho aórtico português.<br />
Fizeram-te doutora no cimo de ti, para que o rio visse e se lembrasse que gerara uma sábia. Ou foi a sabedoria que te fez rio? Se foi a cátedra que te fez crescer para o céu, foram os filhos de outras mães que educaste que mais te amaram na arte.<br />
O Homem dos Braços de Guitarra tocou-te a saudade para que a ouvisses e soubesses que nome tinha o que sentias pela princesa cujo sangue há-de sempre ficar lá na pedra.<br />
Na pedra disseram-te mais encantadora na hora da despedida. Nunca pela tristeza do adeus mas pelo mistério da saudade e pela vontade do regresso.<br />
Ou será que não tendemos sempre para o meio?</p>
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		<title>Das Cidades Portuguesas I — Aveiro</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 23:27:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lamelas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não és, nunca foste e nunca serás a mais bonita. Falta-te o espaço, falta-te o centro, falta-te a praça grande a fazer-te de coração, falta-te a luz, falta-te a identidade: és daquelas cidades em que se constrói tudo porque não tens nada. Existes vazia, como se nunca ninguém te habitasse, como se em ti apenas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não és, nunca foste e nunca serás a mais bonita. Falta-te o espaço, falta-te o centro, falta-te a praça grande a fazer-te de coração, falta-te a luz, falta-te a identidade: és daquelas cidades em que se constrói tudo porque não tens nada. Existes vazia, como se nunca ninguém te habitasse, como se em ti apenas se passasse e nunca se ficasse. Nunca em ti nada é antigo e mesmo o mais antigo parece falso: foi construído, não nasceu ali.<br />
Espraias-te na direcção do Oceano mas recusas-te a chegar a ele, preferes adormecer numa ria que não é ria. E até nisso és falsa! Quem chega a ti vê-te fechada em ti, com uma ponte e um canal por baixo, como uma tentativa de seres um pequeno postal de uma Veneza falhada. Queres esconder o quê? Tens alguma grandeza em ti ou pretendes apenas ocultar que não a tens?<br />
Construam em ti o que quiserem, serás sempre vazia. Todas as casas serão sempre alugadas, nunca ninguém as comprará, nunca ninguém te escolherá para a vida. Construirão em ti castelos com o sal que te extraem mas atirar-to-ão outra vez assim que se fartarem. Em ti os castelos serão sempre uma brincadeira de crianças.</p>
<p>Passa-se por ti, não se fica.</p>
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