Das Poesias II — Fado para a Lua de Lisboa

Ó Lua, espe­lho do chão que andas no céu pen­du­rado, holo­fote da ilu­são pelo turismo alu­gado, não ilu­mi­nes em vão os sul­cos do empe­drado! – Denun­cia nas vale­tas as som­bras que tu arras­tas: pros­ti­tu­tas, pro­xe­ne­tas, silhu­e­tas de pede­ras­tas… Colos bran­cos. Ren­das pre­tas. Casas tor­tas. Pedras gas­tas. – As rugas do sobres­salto, Ó Lua não as […]