Estação dos Combatentes

Das poesias I

Ape­sar das ruí­nas e da morte,
Onde sem­pre aca­bou cada ilu­são,
A força dos meus sonhos é tão forte,
Que de tudo renasce a exal­ta­ção
E nunca as minhas mãos ficam vazias.”
Sophia de Mello Brey­ner Andre­sen, Poesia (1944)

Das casas para Venda — I

Sabe, nunca nin­guém cá viveu a sério. Houve uma miúda que teve isto alu­gado durante uns meses mas foi embora. Dizia que não lhe com­pen­sava: o que ela que­ria era que lhe des­ces­sem a renda. Ainda vol­tou há pouco tempo, a ver se o tru­que fun­ci­o­nava, mas aca­bou por desis­tir. Tam­bém lhe digo: é natural […]