Das Prisões

Lembra-te da minha pri­são, do lugar vul­gar e sem pare­des onde me man­têm apri­si­o­nado. Não te esque­ças por favor da deco­ra­ção da minha cela, dos car­ros a pas­sar e do cimento já velho, das árvo­res aca­ba­das e dos arbus­tos egoís­tas.
Perguntas-me por­que nunca dela saí e não resisto a sorrir-te: nin­guém está preso por­que quer, muito […]