I feel it all
by admin
Foto de Punki
via Flickr
Leslie Feist é uma querida. As palavras para descrever o concerto com que presenteou as não muitas pessoas que ontem não encheram o Coliseu do Porto irão andar sempre à volta disso: querida, fofinha, adorável. Confesso que não sou o maior fã da música de Feist mas gosto (se não gostasse não tinha ido ao concerto, não vos parece?) apesar de há semanas (meses?) que não a ouvia cantar aqui pelas minhas colunas. A primeira parte esteve a cargo de uma banda do indie qualquer cujo nome nem sequer fixei e cuja música me passou de todo ao lado. Feist entra em palco vestida de branco, com uma gaiola com uma vela dentro. A roupa larga branca e o cabelo comprido de franja faz lembrar uma qualquer cantora hippie dos 60’s. Após a primeira musica que interpretou por detrás de um biombo branco apenas nos deixando ver a sua sombra, avança para “Mushaboom”, música de Let it Die o seu album de 2004 e minha personal favourite. Durante a música foi sendo projectado no fundo do palco um espectáculo de sombras que acabou por acompanhar o resto do concerto e cuja beleza por vezes quase ofuscava a voz de Feist, o que parecendo que não, era bem difícil. Apesar de em disco nem sempre parecer, Leslie Feist tem uma grande voz, muito superior a grande parte da sua concorrência pelos lados do indie. Ao vivo e numa grande sala a sua voz enche, acaricia, aconchega. “One Two Three Four” é mais um grande momento da noite, acompanhada pelo público com os lalala’s e ohohoh’s aos quais a sua música tanto se presta. Ao segundo encore Feist volta a cantar por detrás do biombo, desta vez ao piano. Conta-nos de como tinha pedido ao seu manager para voltar a Portugal e em como não queria voltar a tocar num complexo industrial na Alemanha. Enfim, aquelas coisas. No fim vai tudo para casa com aquela cara feliz e contente de quem assistiu a um grande espectáculo e se divertiu de caraças. Aposto que ela também gostou. E para mim, como espectador, poucas coisas me agradam tanto como ver no palco a mesma satisfação que no público.
