Das internets

by admin

The Internet is Serious Business

Sim, são várias. São no mínimo duas, as inter­nets.
A pri­meira é uma das mai­o­res inven­ções da huma­ni­dade, é a tec­no­lo­gia que trans­for­mou o mundo de novo numa Pan­geia, unindo todo o pla­neta atra­vés de TCP/IP.
A outra é o local negro de onde vêm quase todos os males do mundo (os res­tan­tes males vêm do facto das cri­an­ças joga­rem videojogos).

A dis­cus­são à volta da inter­net e dos seus peri­gos foi relan­çada após a trans­mis­são do pro­grama Aqui e Agora! na SIC, cujo video pode ser visto aqui.

Cer­ta­mente que seria de espe­rar uma enorme dis­ser­ta­ção cheia de argu­men­tos bem esgri­mi­dos e muita jus­ti­fi­ca­ção mas a ver­dade é que nem me dá von­tade de jus­ti­fi­car o que quer que seja. Temos em por­tu­guês (e deve­mos ao caro Camões) uma expres­são que define na per­fei­ção toda esta gente que só sabe gas­tar o seu tempo a advo­gar o quanto a inter­net é má e serve para trá­fico de armas e venda de escra­vos: Velhos do Res­telo.
Para alguém que como eu cres­ceu no IRC, no MSN e nou­tros sítios cujos nomes tam­bém são siglas, esta dis­cus­são parece ridí­cula. Cres­çam! Levem as coi­sas menos a sério. Se eu pro­ces­sasse toda a gente que me insul­tou na inter­net neste momento estava falido, a pagar a advo­ga­dos. E sou eu, um jovem de 23 anos, com um blog pequeno e pouco polé­mico. Habituei-me a esses insul­tos, entram a 100 e saem a 200, difi­cil­mente alguém poderá dizer alguma coisa que me faça sen­tir insul­tado. Se calhar era bom que esses ilu­mi­na­dos dos peri­gos das inter­nets come­ças­sem a fazer o mesmo. Só tinham a ganhar.
Cres­çam, por deus! Habituem-se que a inter­net vulgarizou-se, os blogs e a soci­e­dade de infor­ma­ção não vão desa­pa­re­cer tão cedo e por­tanto cada vez mais, cada vez mais gente vai dizer cada vez mais coi­sas. Lem­brando o Infi­nite Mon­key The­o­rem, even­tu­al­mente todos os insul­tos pos­sí­veis de serem fei­tos irão even­tu­al­mente apa­re­cer (jun­ta­mente com as obras com­ple­tas de Shakespeare).

Cres­çam! E usem o vosso tempo e o vosso fôlego para coi­sas a sério.

NOTA: Não quero com isto negar nenhuns dos peri­gos das inter­nets. Tal como não nego os peri­gos das facas de cozi­nha. A ver­dade é que não são as facas que são peri­go­sas mas sim os usos que se fazem delas. Tanto pode­mos usar a faca de cozi­nha para escul­pir uma bela repre­sen­ta­ção da nossa cara numa maçã como a pode­mos usar para matar a nossa famí­lia toda (salvo seja!) Sei que é uma ver­dade de la Palice mas as pes­soas pare­cem esquecer-se desta “rela­ti­vi­dade de utilização”.