Dziewięć tysięcy dziewięćset dziewięćdziesiąt dziewięć

by lamelas

Acre­di­tem ou não, ali em cima, diz “nove mil nove­cen­tos e noventa e nove” mas escrito em polaco. Ao con­trá­rio do que pos­sam pen­sar, não sei ler aquilo. Quer dizer, até sei mas demo­rava para aí 10 minu­tos até aca­bar de ler. Não é, de longe, a coisa mais inte­res­sante que sei dizer em polaco mas alguém está mesmo inte­res­sado no que raio eu sei dizer em polaco?
Na pri­meira aula que eu tive (que foi a ter­ceira para o resto da turma) aprendi voca­bu­lá­rio sobre comida. Voca­bu­lá­rio tipo “gali­nha” (que é “kurc­jak”) ou “bata­tas” (“ziem­niak”) ou “carne” (“mięso”). Aprendi tam­bém a minha pala­vra favo­rita em polaco: “owoce” que quer dizer “frutas”.

Eu e o Fer­nando che­gá­mos ao aero­porto de Var­só­via ás 8 da noite do dia 5 de Setem­bro e lá tro­ca­mos uns euros por Złotys. As notas são feias e pare­cem todas iguais mas deduzo q isso se deva à falta de hábito. Não sabendo onde apa­nhar o auto­carro que nos iria tra­zer para Łódź, per­de­mos alguns minu­tos à pro­cura, não sem antes ter­mos veri­fi­cado que um maço de Marl­boro custa apro­xi­ma­da­mente 1.5€ e os bolos são tam­bém muito bara­tos.
Aca­bá­mos por encon­trar o tal auto­carro e pagá­mos o fan­tás­tico total de 24PLN, cerca de 6 euros, para ser­mos trans­por­ta­dos da pito­resca cidade de Var­só­via (onde estava frio e chuva e assim) até à pito­resca cidade de Łódź (onde, quando che­gá­mos veri­fi­ca­mos que tam­bém estava frio e chuva).
Fomos rece­bi­dos na resi­dên­cia pela sim­pá­tica men­tora do Fer­nando, a Marta. A minha men­tora foi esperar-me à esta­ção mas como eu e o Fer­nando che­gá­mos mais cedo, aca­ba­mos por nos desen­con­trar e como ela par­tiu de férias no dia seguinte, ainda nem a conheci.
Esfo­me­a­dos como está­va­mos, pedi­mos à Marta que nos levasse a algum sítio para comer­mos. Fomos ape­nas pou­sar as malas no mui nobre quarto 433A e fomos ten­tar comer qual­quer coisa. Sendo meia-noite, aqui nas redon­de­zas, tudo estava fechado. Como eu e o Fer­nando está­va­mos os dois alta­mente depri­mi­dos e far­tos de via­gens e cheios de fome e ainda por cima aqui estava frio e chuva, só sabía­mos dizer mal de tudo. A Marta, com uma paci­ên­cia imen­su­rá­vel, ten­tou a todo o custo fazer-nos ver as coi­sas boas que isto tem.
Con­tudo nessa noite, das coi­sas boas aqui da zona, a única q aca­ba­mos por ver foi a sim­pa­tia da Marta que, não havendo sítio nenhum aberto para a gente comer, nos levou até ao quarto dela onde nos deu uns cho­co­la­tes ópti­mos de avelã para comer­mos enquanto ela foi cozi­nhar arroz e gołąbki. Foi a melhor refei­ção de sem­pre. (quando se está com fome, as coi­sas parecem-nos bem dife­ren­tes).
Vie­mos depois para o quarto e eu ador­meci em segun­dos. Acor­dar no dia seguinte, tomar um banho quente e sair para ir para as aulas, quase que fez sen­tir que está­va­mos no secun­dá­rio outra vez.

E no fim de con­tas, a Poló­nia não é má de todo.

Já cá estou há uma semana e um dia e só hoje con­sigo, final­mente, pos­tar sobre as coi­sas do pri­meiro dia. Por um lado é bom sinal, é sinal que tenho tido pouco tempo livre mas por outro é mau sinal por­que assim fico com coi­sas acu­mu­la­das na stack para contar.

Resu­mindo em pou­cas pala­vras:
- estou bem
- está frio por aqui
- tenho sau­da­des tuas(mui­tas) e do resto do pes­soal também