Miss you a lot.

A lot lot.

A lot lot lot.

*

…à minha mui-amada paperdoll venho então colocar aqui 10 pessoas que tiveram “a gentileza de compartilhar connosco as suas artes, pensamentos e um pouco da sua vida”.
Ora então, cá vai:

Eu sei que dois destes blogs estão “fechados” mas não deixam de ser dois blogs seminais no meu universo de interesses blogosféricos.

Acreditem ou não, ali em cima, diz “nove mil novecentos e noventa e nove” mas escrito em polaco. Ao contrário do que possam pensar, não sei ler aquilo. Quer dizer, até sei mas demorava para aí 10 minutos até acabar de ler. Não é, de longe, a coisa mais interessante que sei dizer em polaco mas alguém está mesmo interessado no que raio eu sei dizer em polaco?
Na primeira aula que eu tive (que foi a terceira para o resto da turma) aprendi vocabulário sobre comida. Vocabulário tipo “galinha” (que é “kurcjak”) ou “batatas” (”ziemniak”) ou “carne” (”mięso”). Aprendi também a minha palavra favorita em polaco: “owoce” que quer dizer “frutas”.

Eu e o Fernando chegámos ao aeroporto de Varsóvia ás 8 da noite do dia 5 de Setembro e lá trocamos uns euros por Złotys. As notas são feias e parecem todas iguais mas deduzo q isso se deva à falta de hábito. Não sabendo onde apanhar o autocarro que nos iria trazer para Łódź, perdemos alguns minutos à procura, não sem antes termos verificado que um maço de Marlboro custa aproximadamente 1.5€ e os bolos são também muito baratos.
Acabámos por encontrar o tal autocarro e pagámos o fantástico total de 24PLN, cerca de 6 euros, para sermos transportados da pitoresca cidade de Varsóvia (onde estava frio e chuva e assim) até à pitoresca cidade de Łódź (onde, quando chegámos verificamos que também estava frio e chuva).
Fomos recebidos na residência pela simpática mentora do Fernando, a Marta. A minha mentora foi esperar-me à estação mas como eu e o Fernando chegámos mais cedo, acabamos por nos desencontrar e como ela partiu de férias no dia seguinte, ainda nem a conheci.
Esfomeados como estávamos, pedimos à Marta que nos levasse a algum sítio para comermos. Fomos apenas pousar as malas no mui nobre quarto 433A e fomos tentar comer qualquer coisa. Sendo meia-noite, aqui nas redondezas, tudo estava fechado. Como eu e o Fernando estávamos os dois altamente deprimidos e fartos de viagens e cheios de fome e ainda por cima aqui estava frio e chuva, só sabíamos dizer mal de tudo. A Marta, com uma paciência imensurável, tentou a todo o custo fazer-nos ver as coisas boas que isto tem.
Contudo nessa noite, das coisas boas aqui da zona, a única q acabamos por ver foi a simpatia da Marta que, não havendo sítio nenhum aberto para a gente comer, nos levou até ao quarto dela onde nos deu uns chocolates óptimos de avelã para comermos enquanto ela foi cozinhar arroz e gołąbki. Foi a melhor refeição de sempre. (quando se está com fome, as coisas parecem-nos bem diferentes).
Viemos depois para o quarto e eu adormeci em segundos. Acordar no dia seguinte, tomar um banho quente e sair para ir para as aulas, quase que fez sentir que estávamos no secundário outra vez.

E no fim de contas, a Polónia não é má de todo.

Já cá estou há uma semana e um dia e só hoje consigo, finalmente, postar sobre as coisas do primeiro dia. Por um lado é bom sinal, é sinal que tenho tido pouco tempo livre mas por outro é mau sinal porque assim fico com coisas acumuladas na stack para contar.

Resumindo em poucas palavras:
- estou bem
- está frio por aqui
- tenho saudades tuas(muitas) e do resto do pessoal também

De forma a que não me estejam sempre a perguntar o tempo que aqui está sugiro-vos que visitem o seguinte website:

Tempo em Łódż

Obrigado.

E é isto. Sem tirar nem por.

Cumprimentos directamente da Polónia.

De ti, e de tudo o que tens dentro.

E, sobretudo, vou ter saudades tuas.