E porque não um dia, duelos?
by lamelas
“As narrativas digitais muitas vezes apresentam as competências por computador como artes misteriosas numa concepção romântica análoga às concepções de alquimia medieval e artes negras. Os programas e as redes de computadores são labirintos. Os sistemas de computadores envolvem a interconexão de componentes de software e hardware os quais são concebidos e manufacturados por outros e por isso são misteriosas “caixas negras” imprevisíveis e irracionais. (…) Os ingredientes do romantismo medieval estão lá: progressão labiríntica, hierarquias de lugar e status, intervenções irracionais através das forças da magia, forças poderosas e irracionais e a aquisição de poder e vitórias através da magia apropriada de uma razão superior”
Sou leitor assíduo do Mouseland, blog da Patrícia Gouveia, respeitável senhora da arte cibernética multimédia. Por aquilo que escreve no blog, concebo-a como sendo uma pessoa que já percebeu o potencial dos novos media como ferramentas da arte (sendo que a mim me interessam particularmente os videojogos). Aproveito então para recomendar a leitura do seu blog (sim, registem lá nos vossos leitores de feeds).
No seu mais recente post, coloca a deliciosa citação em cima transcrita. A informática também tem o seu quê de “alquimia medieval e artes negras” e há um romântico nela que ainda não foi explorado.
Mas mais do que tudo, agrada-me ser dos que domina relativamente essa magia.