E porque não um dia, duelos?

by lamelas

“As nar­ra­ti­vas digi­tais mui­tas vezes apre­sen­tam as com­pe­tên­cias por com­pu­ta­dor como artes mis­te­ri­o­sas numa con­cep­ção român­tica aná­loga às con­cep­ções de alqui­mia medi­e­val e artes negras. Os pro­gra­mas e as redes de com­pu­ta­do­res são labi­rin­tos. Os sis­te­mas de com­pu­ta­do­res envol­vem a inter­co­ne­xão de com­po­nen­tes de soft­ware e hard­ware os quais são con­ce­bi­dos e manu­fac­tu­ra­dos por outros e por isso são mis­te­ri­o­sas “cai­xas negras” impre­vi­sí­veis e irra­ci­o­nais. (…) Os ingre­di­en­tes do roman­tismo medi­e­val estão lá: pro­gres­são labi­rín­tica, hie­rar­quias de lugar e sta­tus, inter­ven­ções irra­ci­o­nais atra­vés das for­ças da magia, for­ças pode­ro­sas e irra­ci­o­nais e a aqui­si­ção de poder e vitó­rias atra­vés da magia apro­pri­ada de uma razão supe­rior”

Richard Coyne em Tec­no­ro­man­ti­cism, digi­tal nar­ra­tive, holism, and the romance of the real

Sou lei­tor assí­duo do Mou­se­land, blog da Patrí­cia Gou­veia, res­pei­tá­vel senhora da arte ciber­né­tica mul­ti­mé­dia. Por aquilo que escreve no blog, concebo-a como sendo uma pes­soa que já per­ce­beu o poten­cial dos novos media como fer­ra­men­tas da arte (sendo que a mim me inte­res­sam par­ti­cu­lar­mente os vide­o­jo­gos). Apro­veito então para reco­men­dar a lei­tura do seu blog (sim, regis­tem lá nos vos­sos lei­to­res de feeds).
No seu mais recente post, coloca a deli­ci­osa cita­ção em cima trans­crita. A infor­má­tica tam­bém tem o seu quê de “alqui­mia medi­e­val e artes negras” e há um român­tico nela que ainda não foi explo­rado.
Mas mais do que tudo, agrada-me ser dos que domina rela­ti­va­mente essa magia.