Botões
by lamelas
De entre todos os dispositivos concebidos pela raça humana existe um que, mesmo estando presente em quase todas as áreas da nossa vida, é altamente subvalorizado. Falo, claro está, do botão. Não daqueles que servem para apertar camisas e casacos nem daquele país distante (que por acaso até se escreve com “u”) mas dos botões com que chamamos o elevador ou dos que abrem as portas do Metro. Há duas grandes verdades sobre os botões. A primeira verdade é a de que existem botões em todo o lado. Vivemos rodeados de botões. vivemos numa sociedade “abotonada”. A segunda verdade é que adoramos carregar neles. Há algo de mágico em carregar num botão e acontecerem coisas. O simples interruptor do nosso quarto, um botão a separar a luz da escuridão. Não é mágico, raios?
Acho que uma das coisas que sempre me fez gostar tanto de computadores é o facto de eles terem tantos botões. Cento e poucos botões, para ser mais exacto, isto só no teclado. Falta contar os dois botões do rato mais o scroll e ainda os botões para ligar o próprio computador. Ah, e claro, os botões do monitor, da impressora, do modem, disto, daquilo, daqueloutro. Sem falar nos botões virtuais, parte da interface visual com que comunicamos com o computador, claro está.
É triste que os botões tenham tão pouca visibilidade. Tão importante e interessante conceito merecia bem mais atenção Lanço pois, daqui, o repto para a criação de uma Sociedade Internacional de Apoio ao Botão e de um dia Internacional do Botão, esse mágico interruptor que não passa disso mesmo. Mas é sempre bom lançar causas idiotas.
Como bónus, tomem lá: botões para carregarem.
eu fui idiota ao ponto de ir carregando!
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Carreguei em todos e não foi por não saber que não iam dar em nada. Foi simplesmente por vício.
São realmente irresistíveis, mais ainda se estiverem pintados de vermelho e com um aviso a dizer “não mexer”.
Ó pá, só faltou mesmo referires que o “botão” é uma fixação tipicamente masculina. Basta reparar no desenho de objectos para gajo e para gaja. Os gajos gostam de coisas com botões, preferencialmente protuberantes, manómetros, indicadores, enfim coisas em que mexer. Já as coisas para gaja são, geralmente, desenhadas com formas redondinhas, com luzinhas, cores suaves, etc…
Faz parte dos processos sociais de construção de identidades de género (gender) que começa desde tenra idade. (Embora ache que a cena dos botões é uma cena sexual – mamilos, clitóris, lóbulos de orelhas, etc…)
Serei só eu que acho que os telemóveis que abrem em concha são completamente abichanados?
eu gosto de botões. quero um teclado qwerty no telemóvel só para ter mais botões.
Carreguei em todos…