Chico Buarque
by lamelas
Que Chico Buarque é um dos nomes maiores da música brasileira (do mundo?) é inquestionável. Sou fã recente do seu trabalho (diria mesmo que o seu primeiro álbum, homónimo, é digno de figurar na lista dos discos da minha vida) mas isso não faz de mim menos douto para sentir a sua música. Coliseu cheio a abarrotar pelas costuras apesar dos três concertos cá pelo burgo que deu nome a Portugal.
Vinte e nove canções no programa mais um encore com alguns clássicos num concerto muito murcho. Dedicou “O Futebol” ao “menino Anderson do Porto” mas pouco mais disse durante o concerto. Em palco a sua imensa banda (um clássico que infelizmente não cantou) de sete elementos, todos eles excelentes músicos, e um mobile com os quatro morros do Rio, a recordar o “Carioca” que o trouxe por cá. E foi bonito ver o público cantar “Morena de Angola” entre outras cantigas mais conhecidas que
Faltaram os clássicos mais antigos e faltou a interacção com o público que tanto ajuda à qualidade de um concerto mas raios, era o Chico. Aquele homem de enormes olhos azuis que ali estava à minha frente é um dos meus favoritos de todos os músicos do mundo. E isso sobrepõe-se a tudo. Mesmo a um concerto tão amorfo e guiado pelo livro.
