Jul
20
É esta a playlist que me vai acompanhar durante os próximo dias no Hospital de São João.
“Morituri te salutant”
1. Audrey Hepburn - Moon River (Breakfast at Tiffany’s) (2:02)
2. Bob Dylan - Ballad Of A Thin Man (5:58)
3. Bob Dylan - Like A Rolling Stone (6:13)
4. Bob Dylan - Lily, Rosemary and the Jack of Hearts (8:53)
5. Bob Dylan - Simple Twist of Fate (4:19)
6. Camane - Ela tinha uma amiga (2:06)
7. Camané - A cantar é que te deixas levar (3:31)
8. Carlos Mendes - Amélia dos olhos doces (2:55)
9. David Bowie - Absolute Beginners (5:38)
10. David Bowie - Life On Mars (3:48)
11. Humanos - Culpa é da Vontade (4:24)
12. Humanos - Gelado de Verão (3:38)
13. Humanos - Maria Albertina (3:08)
14. Jack Johnson - Good People (3:28)
15. Jack Johnson - Sitting, Waiting, Wishing (3:03)
16. Jack Johnson - Upside Down (3:28)
17. Bruce Springsteen - Blinded By The Light (5:04)
18. Bruce Springsteen - Born to Run (4:31)
19. Bruce Springsteen - Jungleland (9:34)
20. Bruce Springsteen - Spirit In the Night (4:59)
21. Bruce Springsteen - The River (5:01)
22. Bruce Springsteen - Thunder Road (4:49)
23. Jeff Buckley - Hallelujah (6:53)
24. Jenny Lewis with the Watson Twins - Big Guns (2:34)
25. Jenny Lewis with the Watson Twins - Rise Up With Fists (3:38)
26. Johnny Cash - I Won’t Back Down (2:09)
27. Johnny Cash - We’ll meet again (2:58)
28. Kim Carnes - Bette Davis Eyes (3:49)
29. Morrissey - I Have Forgiven Jesus (3:41)
30. Morrissey - Irish Blood, English Heart (2:37)
31. Morrissey - Let Me Kiss You (3:31)
32. Morrissey - The First Of The Gang To Die (3:38)
33. Organ - Brother (4:03)
34. Rachael Yamagata - Jesus Was A Crossmaker (3:41)
35. Rodrigo Leão - Pasión (3:35)
36. Roxy Music - More Than This (4:30)
37. Souad Massi - Mesk elil (5:17)
38. The Go-Betweens - Love Goes On! (3:19)
39. Jorge Palma - A Escola (4:21)
40. Jorge Palma - A Gente Vai Continuar (2:46)
41. Jorge Palma - Boletim Meteriológico (3:58)
42. Jorge Palma - Canção de Lisboa (4:17)
43. Jorge Palma - Cara d’Anjo Mau (3:49)
44. Jorge Palma - Dá-me Lume (3:43)
45. Jorge Palma - Essa Miuda (3:32)
46. Jorge Palma - Estrela do Mar (4:26)
47. Jorge Palma - Eu fui um lobo malvado (3:22)
48. Jorge Palma - Jeremias o Fora da Lei (3:10)
49. Jorge Palma - Minha Senhora da Solidão (4:35)
50. Jorge Palma - O Lado Errado da Noite (4:41)
51. Jorge Palma - O Meu Amor Existe (1:58)
52. Jorge Palma - quem és tu de novo (3:21)
53. Jorge Palma - tempo dos assassinos (4:24)
54. Jorge Palma - À Espera do fim (3:18)
55. Josh Rouse - 1972 (3:49)
56. Josh Rouse - Come Back (4:38)
57. Josh Rouse - Love Vibration (4:52)
58. Josh Rouse - Quiet Town (2:32)
59. Josh Rouse - Under Your Charms (3:45)
60. Josh Rouse - Winter In The Hamptons (3:08)
61. José Cid - A rosa que eu te dei (3:19)
62. The Smiths - Bigmouth Strikes Again (3:14)
63. The Smiths - Frankly, Mr Shankly (2:19)
64. The Smiths - Heaven Knows I’m Miserable Now (3:34)
65. The Smiths - The Boy With The Thorn In His Side (3:17)
66. The Smiths - There Is A Light That Never Goes Out (4:03)
67. The Smiths - This Charming Man (2:43)
68. The Smiths - William, It Was Really Nothing (2:09)
Jul
17
Com o objectivo de marcar a minha posição sobre a crise no Médio Oriente deixo aqui um artigo de opinião escrito por Francisco José Viegas na edição de hoje do Jornal de Notícias.
“Quando se trata de Médio Oriente, ou seja, quando se trata de atacar Israel, a tarefa está facilitada em larga escala. Um contingente de meninas idiotas e genericamente ignorantes, que assina peças de “internacional” nas nossas televisões, não se tem cansado de falar na “agressão israelita” e apenas por pudor, acredito, não tem valorizado os “heróis do Hezbollah”. Infelizmente, nem a ignorância paga imposto nem o seu atrevimento costuma ser punido.
Isolado desde 1947, quando as Nações Unidas decidiram pela criação de dois estados na região (um israelita, outro árabe) Israel não enfrenta apenas a provocação deliberada ou pontual do Hamas e do Hezbollah. Essa provocação tem sido permanente e é ela a razão de não existir na região um estado palestiniano livre e democrático - não o quiseram, primeiro, os estados árabes da região que invadiram Israel mal a sua independência foi pronunciada; não o quiseram, depois, os estados que tutelaram os actuais territórios da Faixa de Gaza e da Cisjordânia; não o quis, depois, todo o conjunto de organizações militares terroristas nascidas à sombra da OLP e da figura tutelar de Yasser Arafat, a quem cabem historicamente responsabilidades directas na falência dessa tentativa de criar um estado palestiniano.
Quando se trata de Médio Oriente, ou seja, quando se trata de atacar Israel, a tarefa não está apenas facilitada - os caminhos abrem-se para o lugar-comum, como se vê pelas declarações, tiradas a papel químico, de Chirac e de Zapatero, esses dois superlativos génios da política externa europeia. Não passou pelas suas cabeças, uma única vez, pedir responsabilidades ao Hezbollah e ao Hamas pelos motivos que levaram a esta reacção de Israel. Para ambos é, pois, normal que um governo do Hamas possa alimentar uma facção militar independente, que actua em guerra permanente com Israel; é também normal que um estado da região, o Líbano, possa albergar campos militares do Hezbollah, abastecidos pela Síria e pelo Irão, e destinados a atacar um estado soberano - que, além do mais, é o único estado democrático da região; e é para eles normal que Síria e Irão, além de abastecerem duas organizações militares terroristas, se regozijem abertamente com o rapto de soldados israelitas.
A preocupação destes diplomatas da recessão é, fundamentalmente, com a “reacção de Israel”; em seu entender, a reacção ideal de Israel seria o silêncio total; Israel devia conformar-se com o seu destino e permanecer como o alvo de todo o terrorismo da região, pacientemente alimentado, aliás, pelos europeus que continuam a manifestar “ampla compreensão” pela atitude dos bombistas suicidas e pelos que disparam rockets a partir de Gaza ou do Vale de Bekkah; Israel deveria, pura e simplesmente, acatar.
Evidentemente que nenhum desses cavalheiros pensou pedir ao Hamas, partido vencedor nas eleições dos territórios, eventuais responsabilidades na escalada de violência na região. É para eles natural que o governo do Hamas não reconheça o estado de Israel e esteja a alimentar, com toda a clareza, as facções militares que continuam, naquele folclore infantil de danças e gritos pelas ruas de Gaza, a pedir a eliminação de Israel e a vinda de mísseis iranianos para “destruir o estado sionista”. Esse folclore imbecil, sim, talvez os devesse preocupar ele é também pago com contribuições da União Europeia e do seu politicamente correcto.”
Disponível em http://jn.sapo.pt/2006/07/17/opiniao/quando_tratade_israel.html